A mamoplastia com próteses é uma das cirurgias plásticas mais populares no Brasil. Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, cerca de 1,5 milhão de cirurgias plásticas são realizadas anualmente no país, com o aumento mamário sendo um dos procedimentos mais comuns. Muitas mulheres que optam por implantes de mama eventualmente precisam considerar a troca desses implantes. Este texto irá esclarecer os motivos, o processo, e as evoluções tecnológicas na área.
O Brasil é um dos líderes mundiais em cirurgias plásticas, e a mamoplastia com próteses representa uma parcela significativa dessas cirurgias. Estima-se que aproximadamente 200 mil procedimentos de aumento de mama são realizados anualmente no país.
Estudos mostram que cerca de 20% das mulheres que recebem implantes mamários acabam precisando de uma troca ou retirada em um período de 10 anos. As razões para isso variam, incluindo ruptura do implante, deslocamento, insatisfação estética e complicações como contratura capsular.

A contratura capsular é uma complicação pouco frequente nos implantes modernos, com taxas que, combinando os três tipos citados, permanecem abaixo de 10% a longo prazo. Trata-se de uma condição em que o tecido cicatricial ao redor do implante se contrai, causando dor e distorção da mama. A escolha do tipo de revestimento do implante pode influenciar a incidência dessa condição.
Estes implantes têm uma superfície ligeiramente texturizada que ajuda a reduzir a incidência de contratura capsular em comparação com implantes lisos. No entanto, a taxa de contratura capsular ainda é relativamente alta em comparação com outros tipos de implantes mais avançados.
Os implantes nanotexturizados possuem uma superfície texturizada em nível microscópico que promove uma integração mais natural com o tecido mamário. A literatura médica indica que a taxa de contratura capsular para esses implantes fica entre 0,2% e 0,5%, sendo uma das menores entre os tipos de implantes disponíveis. Eles são como um tecido técnico de alta performance, como aqueles usados em roupas esportivas de última geração, projetados para reduzir a fricção e a irritação. No entanto, esses implantes têm menor aderência, o que pode resultar em maiores taxas de deslocamento e rotação. Para contornar essa característica, cirurgiões podem utilizar técnicas submusculares, como alça muscular de sustentação e sutiã interno, para estabilizar os implantes.
Implantes com revestimento de poliuretano também são eficazes na redução da taxa de contratura capsular, geralmente entre 2% e 5%. A superfície mais áspera do poliuretano permite uma aderência muito eficaz ao tecido circundante, reduzindo a formação de cápsulas contráteis. No entanto, comparados aos nanotexturizados, os implantes de poliuretano apresentam taxas ligeiramente superiores de contratura capsular e podem provocar uma reação inflamatória em alguns casos, embora geralmente seja bem tolerada.
Assim como roupas técnicas reduzem a irritação e o atrito durante a atividade física intensa, os implantes nanotexturizados reduzem a irritação e a inflamação ao se integrarem melhor com o tecido mamário.
Essa integração mais suave e natural significa que o corpo é menos propenso a formar cicatrizes excessivas ou a desenvolver contratura capsular.
Além disso, a superfície nanotexturizada é projetada para minimizar a resposta inflamatória, o que reduz a incidência de doenças inflamatórias, como a Síndrome Inflamatória Autoimune Induzida por Adjuvantes (ASIA). A fisiopatologia da ASIA ainda não é completamente compreendida, mas acredita-se que um forte fator pessoal, como uma predisposição a doenças autoimunes, desempenha um papel significativo no seu desenvolvimento.
Apesar dos riscos envolvidos em qualquer procedimento médico, os implantes modernos proporcionam inúmeros benefícios. A tendência para maior biocompatibilidade dos implantes projeta um futuro mais favorável para as pacientes.
As menores taxas de ruptura e o uso de gel hiper coeso contribuem para a segurança e durabilidade dos implantes.
Embora exista um movimento que suspeite dos implantes e defenda a importância do explante, a estatística é favorável, mostrando que muitas mais mulheres são beneficiadas do que prejudicadas por esses procedimentos.
Também é muito importante contextualizar a evolução dos implantes de última geração em direção a maior biocompatibilidade e a queda das taxas de complicação na última década. Boa parte das estatísticas desfavoráveis ainda estão contabilizando pacientes operadas décadas antes, ou utilizando implantes menos sofisticados.
Além disso, a superfície nanotexturizada é projetada para minimizar a resposta inflamatória, o que reduz a incidência de doenças inflamatórias, como a Síndrome Inflamatória Autoimune Induzida por Adjuvantes (ASIA). A fisiopatologia da ASIA ainda não é completamente compreendida, mas acredita-se que um forte fator pessoal, como uma predisposição a doenças autoimunes, desempenha um papel significativo no seu desenvolvimento.
A troca de implantes de mama é uma realidade para muitas mulheres, mas os avanços tecnológicos estão mudando esse cenário.
Implantes nanotexturizados de última geração oferecem maior biocompatibilidade e menor necessidade de trocas frequentes, embora o acompanhamento médico contínuo seja fundamental.
A escolha do tipo de implante e o entendimento das possíveis complicações são passos cruciais para garantir a satisfação e a saúde a longo prazo das pacientes.
Mulheres que possuem implantes há mais tempo, não sabem dizer se os seus são de última geração, recomendamos que fiquem tranquilas, procurem seguir acompanhamento médico e se for o caso realizar cirurgias de troca ou explane, sempre lembrando que a indicação destas cirurgias serão pontuais e conforme necessidade.
As pacientes assintomáticas e satisfeitas com as mamas seguem sem necessidade de troca, bastando o acompanhamento período por parte do cirurgião.
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Se você tem dúvidas sobre seus implantes mamários ou deseja saber mais sobre as opções modernas disponíveis, agende uma consulta conosco. Nossa equipe de especialistas está pronta para oferecer uma avaliação personalizada e orientá-la sobre as melhores opções para garantir sua saúde e satisfação a longo prazo.
Dr. Guilherme Fritsch, cirurgião plástico – Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – SBCP. Porto Alegre/RS – Brasil
Para entender melhor a questão dos revestimentos dos implantes, podemos compará-los a diferentes tipos de tecidos.
Clique no botão ao lado para ver a comparação entre os implantes mais antigos e o mais moderno.
Implantes Microtexturizados

São como um tecido levemente áspero, como linho: oferecem um pouco mais de aderência, mas ainda podem causar algum atrito.
Implantes Poliuretano

Já os implantes de poliuretano seriam como velcro: proporcionam a maior fixação no lugar, evitando praticamente qualquer movimento.

Implantes Nanotexturizados
Os nanotexturizados, por sua vez, são como um tecido técnico de alta performance, como aqueles usados em roupas esportivas de última geração.
Esses tecidos são projetados para aderir bem ao corpo, permitindo movimentos naturais e reduzindo a fricção que pode causar irritação.
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